Sem-terra é indiciado por morte de segurança no PR
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segunda-feira, 12 de julho de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 13 (AE) - O delegado do 3º Distrito Policial de Londrina, no norte do Paraná, Jurandir Gonçalves André, interrogou e indiciou hoje o líder dos sem-terra no município de Tamarana, Renato Reinehr. Ele é um dos suspeitos pela morte do segurança José Lopes de Oliveira, conhecido como Django, em abril de 1997, na Fazenda Borborema. O nome de Reinehr não estava entre os 11 denunciados pelo Ministério Público por participação nas ameaças e no crime.
As acusações contra o presidente da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária União Campoense, de Tamarana, foram feitas pela viúva do sem-terra João Cavalheiro Valessik, Eroni Michileski Ribeiro, em entrevista no fim de junho na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina. De acordo com Eroni, Valessik teria sido morto por estar brigado com a liderança dos sem-terra e ameaçar contar à polícia que Reinehr havia sido o autor do disparo que matou Django.
Imagens feitas por cinegrafistas de uma das emissoras de televisão de Londrina mostram o confronto ocorrido em 97 na Fazenda Borborema. Os 11 denunciados pelo MP foram identificados nas imagens, mas a polícia não conseguiu provas sobre quem teria dado o tiro na cabeça do segurança da fazenda. Novas análises na fita vão tentar identificar Reinehr. Além desse crime, Reinehr também é um dos suspeitos de ser o mandante na morte de Valessik
em 17 de maio na Fazenda Ingá, em Alvorada do Sul.
Nega - Reinehr, que está sendo acompanhado pelo advogado da Rede Nacional Autônoma de Advogados Populares, Gerson da Silva, negou participação nos dois espisódios. Ele afirmou que, no dia da morte de Django estava na Fazenda Ingá, a cerca de 50 quilômetros. Com relação à morte de Valessik, diz que era pessoa violenta, só andava armado e tinha rixa com várias pessoas do acampamento, podendo ter sido morto em razão de desavenças.


