Cascavel - O trabalhador rural, Zenilto Ribeiro, de 25 anos, foi assassinado, na noite de anteontem, dentro de seu barraco no assentamento Dorcelina Folador, localizado na Fazenda Cajati, no distrito de Rio do Salto, em Cascavel. Ribeiro jantava com a família quando um tiro de espingarda 12 o atingiu na cabeça.
Segundo sua esposa, Regiane, o casal e os três filhos ouviram um estrondo e se esconderam para buscar proteção. ''Pensei que não tinha sido com a gente, mas quando levantei, percebi que ele não se mexia, que parecia ter batido a cabeça muito forte e estava desmaiado. Mas peguei em sua cabeça e estava puro sangue'', relatou.
De acordo com a direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a família desistiu da ocupação da Fazenda Padroeira, em Ramilândia e estava acampada em Cascavel há apenas uma semana. Segundo familiares, Zenilto vinha sendo ameaçado de morte pelo sem-terra Antonio da Cruz há três meses e chegou a ser visitado por ele, em Rio do Salto, uma hora antes do crime.
O MST acredita que Antonio da Cruz em parceira com o sem-terra Lírio Alberti são os culpados da morte do trabalhador rural, pois já estiveram envolvidos no assassinato de outro sem-terra, Nelson Alves de Souza, em janeiro deste ano. Em nota à imprensa, o movimento afirmou que espera que o assassinato dos trabalhadores rurais seja apurado o mais breve possível e que os responsáveis sejam punidos.
De acordo com o delegado da 15º Subdivisão Policial, Tadeu Bello, as investigações estão bem adiantadas mas ele não quis adiantar detalhes.
Segundo o MST, os acusados Antonio da Cruz e Lírio Alberti estão envolvidos em outros crimes. Em 2002, eles organizaram uma milícia armada junto a fazendeiros e autoridades municipais para atacar o acampamento 16, em Ramilândia, o qual encontrava-se em processo de assentamento. O movimento afirma ainda que, naquela época, Alberti tinha sua prisão preventiva decretada e respondia por vários processos.

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