Natal, 17 (AE) - Os sem-terra do Rio Grande do Norte lembraram os três anos do massacre de Eldorado dos Carajás com a encenação de uma peça na catedral metropolitana. O dia de hoje foi reservado para visitas de membros do movimento a várias favelas da capital. Depois da tentativa frustrada de pressionar a prefeita Vilma Maria de Faria (PSB), ao invadir a sede de prefeitura na sexta, os manifestantes tiveram de se contentar em ser recebidos pelo irmão da prefeita.
Nelson Newton Faria, secretário do gabinete civil, prometeu estudar o pedido dos sem-terra para desapropriação do loteamento Monte Belo, zona sul de Natal, e a doação de um prédio municipal para que o MST possa comercializar alimentos produzidos nos assentamentos. Os sem-terra não obtiveram nada além de promessas.
Valmir Macedo, coordenador regional do movimento, disse que o próximo passo na agenda dos 2 mil manifestantes que realizam atos públicos na cidade é pressionar o governo do Estado na segunda. Eles pretendem acampar em frente à sede do governo no Centro Administrativo. As manifestações prosseguem até a quinta-feira.

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