Campo Grande, 28 (AE) - Um grupo de 400 trabalhadores sem-terra ocupou e destruiu hoje móveis, portas e vidros da prefeitura de Angélica, a 300 quilômetros de Campo Grande, no sul do Mato Grosso do Sul. Foram surpreendidos por cerca de 50 policiais militares. Houve confusão, dois tiros foram disparados e três sem-terra ficaram feridos por estilhaços de vidro.
Os agricultores, ligados à Central Única dos Trabalhadores, são do grupo de 350 famílias acampadas na fazenda Guassu, de 3 mil hectares, há 15 dias. Eles reivindicam o mesmo tratamento dado aos trabalhadores rurais assentados na região. Querem transporte gratuito da fazenda Guassu até as escolas municipais, assistência médica e odontológica.
Os sem-terra se concentraram em frente a prefeitura às 7h. Quando o expediente foi iniciado invadiram o prédio, gritando palavras de ordem como "ocupar, resistir", mas não imaginavam a reação de 50 policiais militares que já estavam avisados sobre a invasão. Pelo menos dois disparos de arma de fogo foram ouvidos. A confusão durou mais de uma hora, até que a situação foi dominada pelos policiais. A polícia civil informou que, logo após o fim do conflito, os sem-terra se dispersaram e ninguém foi preso.
A prefeita Marieta Pereira de Souza (PMDB) informou que vai responsabilizar a CUT pelos estragos provocados durante o conflito. Ela acredita que os prejuízos cheguem a R$ 10 mil. .

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