Curitiba, 13 (AE) - O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) decidiu manter o acampamento na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, em Curitiba, mesmo com a promessa do ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann, de que o Paraná receberá mais verba e terá as metas de assentamento ampliadas ainda este ano. Os sem-terra preferiram aguardar o governo cumprir as promessas.
Segundo um dos coordenadores do MST, Roberto Baggio, a mobilização dos sem-terra é um aliada do governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL). "Este acampamento vai ajudar o Jaime Lerner a pressionar o governo Fernando Henrique para que amplie mais recursos para a reforma agrária, para que amplie as metas do Paraná", disse Baggio.
Ontem (12), em reunião com o governador e o movimento, Jungmann disse que estava liberando R$ 43,7 milhões para a reforma agrária no Estado e ampliando de 1,8 mil famílias para cerca de 4 mil as que seriam assentadas ainda este ano pelo sistema tradicional e pelo Banco da Terra. O MST pretende que o número de famílias a serem assentadas seja ampliado para 9 mil, embora entenda que, caso o governo cumpra o que prometeu, estará dando provas de que está havendo avanço nas negociações.

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