Emerson Cervi
De Curitiba
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) espera mais uma semana pelo início da liberação de financiamentos à agricultura familiar para custeio de safra de verão. Se os R$ 35 milhões previstos não forem liberados nesse prazo os sem-terra dizem que vão começar a pressionar o banco. A invasão de agências bancárias no interior do Estado será uma das formas de pressão. ‘‘Agora que choveu, nosso pessoal só está esperando dinheiro para começar a plantar e se o financiamento não for liberado rápido o pessoal vai entrar em desespero’’, disse um dos coordenadores estaduais do MST, Ireno Prochnov.
A assessoria da superintendência regional do Banco do Brasil no Paraná informou ontem que não há previsão para início da liberação de recursos do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo a gerência da área rural do banco no Estado, ainda falta a normatização pelo governo federal da transferência de recursos do Programa de Crédito Especial da Reforma Agrária (Procera) ao Pronaf.
Técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) enviaram para a superintendência regional do Banco do Brasil no Paraná na segunda-feira, os projetos de custeio para assentamentos rurais. ‘‘Nosso pessoal ajudou os técnicos do Incra a concluírem os projetos porque eles não têm funcionários suficientes’’, lembrou Prochnov.
‘‘Como a superintendência do Banco do Brasil não quis participar da comissão que encaminhou os projetos, acreditamos que o dinheiro não será liberado dentro do prazo necessário’’. As 12 mil famílias em assentamentos no Paraná estão solicitando R$ 30 milhões para financiamento da safra 1999-2000 do Pronaf. Eles ainda reivindicam outros R$ 4 milhões do Procera para cooperativas de pequenos produtores.

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