Uniflor - A Polícia Militar utilizou 250 homens de quatro batalhões das regiões Norte e Noroeste do Estado para cumprir a reintegração de posse na Fazenda Pitanga, em Uniflor. O efetivo apenas acompanhou as negociações que terminaram em menos de duas horas e resultaram na transferência do acampamento para 20 metros do local de origem. Os sem-terra ficaram na área de domínio do DER às margens da PR-453 que liga Uniflor a Cruzeiro do Sul. A reintegração começou por volta das 9 horas.
O proprietário da Fazenda Pitanga, Carlos Granzoto, ficou indignado com a situação. ''Não fizeram nada, pois é como se tivessem só deixado o ladrão do outro lado da porta'', reclamou Granzoto. Na fazenda de 320 alqueires, o proprietário disse que são cultivados lavouras de soja e canola, além de pastos que abrigam cerca de 1,5 mil cabeças de gado e um espaço para sistema de confinamento com cerca de 500 cabeças.
Granzoto disse que a presença dos sem-terra está inutilizando boa parte do pasto. ''O gado fica estressado com o movimento de pessoas e isso está nos prejudicando'', afirmou o proprietário. Granzoto afirmou que tem um revólver calibre 38 com registro e documento de porte para segurança pessoal e negou qualquer participação no conflito de quinta-feira à noite.
O cumprimento do mandado de reintegração da Fazenda Pitanga foi o primeiro do governo Requião. A Secretaria de Estado de Segurança informou ontem que a situação da Pitanga demandou uma ação mais rápida por causa da iminência de conflitos mais violentos entre fazendeiros e sem-terra. Desde 1999, o Estado mantém pedidos de reintegração que ainda não foram cumpridos. A secretaria não tinha o custo da operação de ontem.

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