Sede da Fundação de Esportes: veículos são guardados em local sem cerca ou portão
Sede da Fundação de Esportes: veículos são guardados em local sem cerca ou portão | Foto: Reprodução/Google Maps



Sem segurança ao redor do Moringão, uma caminhonete Toyota e bateria e peças de uma Kombi e um Santana, pertencentes à FEL (Fundação de Esportes de Londrina), foram furtadas no fim da madrugada desta quarta-feira (28).

Segundo o secretário de Esportes, Fernando Madureira, o furto ocorreu entre as 4h e 6h, tempo entre o fim da arrumação após eventos na noite de terça e o início da ginástica pela manhã. Enquanto não há servidores, a frota permanece guardada dentro das grades do Moringão, no caso dos veículos mais leves, e na baixada que margeia a rua Gomes Carneiro, onde fica a sede da FEL. Apesar de a frota permanecer naquele local, não há obstáculos de acesso, como grades ou portões.

Após o furto, houve registro de boletim de ocorrência, mas há um impasse por não haver câmeras de monitoramento no local. "Isso virou um impasse, porque a Guarda Civil Municipal (GCM) não cuida do nosso espaço e não podemos contratar pessoal terceirizado porque essa segurança deveria ser feita pela guarda", afirma. A pasta também iniciou levantamento de preços para licitar a implantação de cerca no local.

Madureira afirma que este é o primeiro prejuízo com falta de segurança, mas que ela já afeta outros pontos, como as praças da juventude das zonas norte e sul, deixam de ser frequentadas pelas famílias. "As praças não podem ser usadas mais durante a noite, devido ao perigo iminente. A GCM nasceu para cuidar do patrimônio público, mais nada", afirma.

A FOLHA tentou contato com o secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki, mas ele não deu retorno até o fechamento.

Os furtos ocorrem no momento em que há um questionamento sobre as atribuições da GCM, que passou a fazer policiamento ostensivo, que seria responsabilidade da Polícia Militar. Atualmente, a guarda civil atende ocorrências de agressões familiares enquadradas na Lei Maria da Penha, mas também outros tipos de situações - no último dia 11, ao atender uma reclamação por perturbação de sossego, Matheus Evangelista acabou morto e a suspeita recai justamente sobre os oficiais que atenderam a solicitação.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina informou que Marcelo Belinati (PP) já conversa com entidades que questionam as atuais funções da GCM.

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