São Paulo, 09 (AE) - Conhecido por acompanhar todos os assuntos de interesse da cidade, o ex-vereador Maurício Faria (PT) também é um exemplo da importância política das regionais para os parlamentares. O vereador não controlou nenhuma regional
recebeu seus 11,5 mil votos em 1996 de diversos pontos da cidade e não conseguiu o terceiro mandato.
Militante de esquerda desde a juventude, Faria ficou na clandestinidade por dez anos. Na década de 70, foi dirigente do PC do B. Depois, passou a assessorar o deputado federal José Genoíno (PT) e candidatou-se, pela primeira vez, em 1988. "É muito difícil sobreviver politicamente discutindo projetos", afirma o ex-parlamentar, que hoje trabalha na prefeitura de Santo André. "Pouca gente se elege defendendo idéias".
No plenário da Câmara, Faria foi um dos maiores opositores à idéia de prolongar a Avenida Faria Lima. Também foi líder da bancada do PT e líder do governo na Câmara, durante a administração de Luiza Erundina. Para Faria, o vereador depende, na maioria absoluta dos casos, de clientelismo ou do que ele define como voto corporativo. "Se você não fizer um atendimento paroquial, de caráter localizado, tem de ter vínculo com uma categoria profissional". Ele cita ainda os movimentos populares - ligados à moradia ou saúde, por exemplo - como fonte de votos. (A.P.)

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