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Sem reajuste, policiais civis não descartam paralisação no Paraná

O reajuste salarial de 1,5% para os servidores do Paraná previsto para o mês de janeiro foi suspenso por falta de orçamento

Viviani Costa - Grupo Folha
Viviani Costa - Grupo Folha

O Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civil do Paraná) encaminhou um ofício com o prazo de 72 horas para que o governador Ratinho Junior se manifeste em relação ao pagamento de reajuste salarial e outras melhorias para a categoria. Conforme o sindicato, o documento foi repassado ao governador e à Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública).


 

O sindicato lista uma série de medidas que prejudicaram a categoria, como suspensão de promoções, progressões e férias
O sindicato lista uma série de medidas que prejudicaram a categoria, como suspensão de promoções, progressões e férias | Divulgação/AEN
 


O reajuste salarial de 1,5% para os servidores do Paraná previsto para o mês de janeiro foi suspenso por falta de orçamento disponível. Diante do impasse, o sindicato informou que a categoria pode paralisar as atividades na próxima semana, caso o governador não se manifeste e nem receba os representantes dos policiais civis para uma reunião.


“Faz mais de um ano que nós estamos tentando, através de ofícios formais, um horário para falar com o governador e ele simplesmente ignora. Chega uma hora que a gente se sente injustiçado e indignado. Ele sequer responde aos e-mails. Chegamos no limite”, ressaltou o presidente do Sinclapol, Kamil Salmen.


No ofício, o sindicato lista uma série de medidas que prejudicou a categoria nos últimos anos,como falta de reajustes salariais desde 2017; perda da chamada Licença Especial; suspensão de promoções, progressões e férias; viaturas sucateadas; salários iniciais defasados e falta de efetivo.


“A data-base é um direito nosso. Não é aumento de salário. É um reajuste. Já estamos com 17% de defasagem. Isso significa mais de dois meses de trabalho por ano sem remuneração. É um desrespeito”, contou.


Salmen lembra que o atendimento à população foi mantido mesmo diante das perdas salariais acumuladas nos últimos cinco anos e do cenário de pandemia da Covid-19. Dezenas de policiais civis, segundo ele, foram infectados pelo novo coronavírus e alguns morreram em decorrência da doença.


“Mesmo com a Covid, não fechamos nenhuma delegacia. Temos policiais trabalhando sozinho. Não temos policiais suficientes. Tem policiais que têm que atender a população, atender o telefone, fazer o boletim de ocorrência, entregar a marmita para o preso e atender o delegado para conversar sobre investigações em andamento. O profissional não aguenta”, reforçou.


"Vamos fazer tudo de forma organizada, em respeito à sociedade, de forma legal. Vamos fazer as paralisações de modo gradativo. Os atendimentos de urgência serão mantidos. Sabemos que a polícia exerce uma atividade importante, mas também precisamos ser ouvidos", finalizou o presidente do Sinclapol.


A Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) esclarece que "sempre esteve e está aberta ao diálogo e atende todas as entidades de classes indistintamente". "A Pasta está ao lado dos policiais quando trabalha, por exemplo, em ações como a retirada de presos das delegacias, a contratação de mais servidores, a aquisição de viaturas e armamentos, melhorias nas instalações de delegacias, transferência de carceragens, entre outros", aponta a nota.


Destaca ainda que a pandemia deixou "muitas pessoas desempregadas e também sem qualquer tipo de aumento ou benefício salarial, mas que o Governo do Estado vem cumprindo, religiosamente, com o pagamento do salário mensal, assim como efetuou o 13° salário, diferentemente de alguns estados do país".

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