Sem produtos, Ceasa pode fechar
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de maio de 2000
Guilherme Gouveia De Foz do Iguaçu Especial para a Folha 
Os boxes da Central de Abastecimento (Ceasa) de Foz do Iguaçu podem estar fechados hoje. É que o trabalho na central vem sendo prejudicado desde o início da greve dos caminhoneiros, nesta semana. Ontem, somente 12 caminhões conseguiram furar os bloqueios e chegar ao Ceasa.
O gerente de mercado da central, Nael Marcondes Ribas, diz que há grande falta de mercadorias. Faz quatro dias que não recebemos quase nada. Está faltando hortifrutigranjeiros em geral. Já tivemos dias que nenhum caminhão estacionou no pátio. Segundo ele, o estoque atual dura até terça-feira. Se a greve continuar, não teremos o que vender, diz.
Quanto aos postos de gasolina, a greve dos caminhoneiros não vem atingindo o abastecimento da grande maioria das 51 unidades de Foz do Iguaçu. Até quarta-feira da próxima semana, os reservatórios de combustíveis devem ser suficientes para suprir a demanda.
De acordo com Walter Venson, membro do Sindicato de Postos de Combustíveis da região e proprietário de seis postos em Foz, a principal preocupação é com a gasolina comum e com o óleo diesel, combustíveis de maior saída.
O óleo é quem aciona a economia, pois é usado em ônibus, caminhões e ambulâncias de hospitais. Ele pode se tornar o ponto crítico da questão, explica.
A gasolina comum também pode representar prejuízo, se a greve persistir, comenta o representante do sindicato. Segundo Walter Venson, existem postos menos estruturados na cidade que já enfrentam problemas de falta de gasolina comum e óleo em suas bombas.
O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu está com seu estoque de querosene bem abaixo do habitual. Funcionários informaram que a média é de 220 mil litros nos tanques. Até a tarde de ontem só havia 85 litros mil disponíveis.


