Rio - Pichações de facções criminosas, apreensões de drogas, funk nas casas, calor, alguns policiais militares e nenhum vestígio do Exército. Pela primeira vez desde dezembro, o morro da Providência amanheceu ontem com a rotina mais próxima à sua realidade.
  Com autorização da Justiça -que liberou ontem a noite as obras do projeto Cimento Social em regime de mutirão-, os 150 operários contratados para o projeto retomaram os trabalhos com uma verba de R$ 95 mil de doações de empresas, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social. O nome das doadoras não foi divulgado a pedido das empresas, de acordo com a secretaria.
  ‘‘Ainda não é o ideal, porque não sabemos se teremos tempo para fazer todas as obras. Mas já adiantou muito, porque estamos agora com mais esperança de manter nosso emprego’’, disse o encarregado pelas obras, Alex de Oliveira.
  A primeira tarefa dos operários foi apagar, a pedido da Polícia Militar, pichações com as siglas CV, do Comando Vermelho, facção criminosa que controla o tráfico na Providência, feitas ontem nos muros de casas atendidas pelo projeto.
  Depois, o foco, segundo Oliveira, era a casa do aposentado Alberico Ferreira, 67, que foi demolida na terça-feira, horas antes de a Justiça Eleitoral embargar as obras. Oliveira estimou prazo de cerca de um mês e meio para erguer uma nova casa para o aposentado.

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