Sem luz, Florianópolis vive caos
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quinta-feira, 30 de outubro de 2003
Agência Estado 
Florianópolis - Um cabo provisório, que transmitia energia do continente para a ilha de Florianópolis, foi a solução encontrada para pôr fim ao blecaute que começou às 13 horas de quarta-feira e ainda atingia a cidade no início da noite de ontem. O problema afetou toda a parte insular da capital catarinense, o que representa 97% do seu território, e deixou cerca de 300 mil pessoas às escuras. A previsão era de retomada do abastecimento em toda a ilha até as 22 horas. Os moradores viveram momentos de caos.
E perguntavam como aceitar que toda a energia de uma cidade de tal porte fosse transmitida por uma única linha, formada por dois cabos de alta tensão. O blecaute começou quando uma equipe de técnicos da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) fazia manutenção de rotina na linha, dentro de uma galeria, no vão central da Ponte Colombo Salles.
Apenas duas pistas da Colombo Salles estavam abertas ontem e a confusão no trânsito era grande nos dois sentidos, já que também estavam fechadas duas das quatro pistas da outra ponte, a Pedro Ivo, por onde flui o trânsito da área continental para a insular. A falta de semáforos complicou a situação e a travessia de um lado para o outro demorou, no mínimo, uma hora.
O ponto facultativo decretado pelo governo do Estado e pela prefeitura foi prorrogado. Hoje deve ser mais um dia em que a cidade terá pouca gente circulando pelo centro, com lojas e agências bancárias fechadas. As aulas estão suspensas e os hospitais continuarão realizando apenas cirurgias de emergência, até que a situação se normalize. A falta de água que atrapalha ainda mais a vida dos moradores só será resolvida em dois ou três dias.
Ainda não se sabe exatamente o que aconteceu, embora a diretoria da Celesc admita que possa ter havido uma explosão num botijão de gás, usado para alimentar um maçarico, causando incêndio que consumiu mais de 100 metros de cabos.


