A atração física tem vários componentes. ''Uma pessoa se interessa por outra por elementos físicos, psíquicos e ambientais'', ressalta Cibele Fabichak, fisiologista especializada em sexualidade humana.
Entre os elementos físicos estão beleza, proporcionalidade do corpo, simetria do rosto e juventude. ''É preciso lembrar que à medida que o ser humano envelhece, aumenta o número de modelos de qualidade de pessoas que conhecemos na vida. É como se fôssemos compondo um ideal de pessoa. Mas, é claro que tudo isso é inconsciente, por isso involuntário e incontrolável'', explica
A distorção de percepção do objeto da paixão também tem explicação. Quando se está apaixonado, algumas regiões são inibidas na área do córtex pré-frontal, responsável pelo julgamento crítico e discernimento. ''Por isso, você só vê as qualidades''. Além disso, outra região do cérebro, chamada amídala, capaz de gerar medo a situações novas, também fica inibida durante a paixão. ''Não há medo, então, perante uma pessoa nova'', explica. Segundo ela, o medo também é suprimido pela ''grande felicidade'' quando se está junto à pessoa amada.
Quando um dos dois rompe, explica a médica, os hormônios estão em alta e a pessoa continua apaixonada. ''Mas, à medida que não há estímulo, a química vai diminuindo, e simultaneamente o cérebro ativa a área do córtex cerebral responsável pela capacidade crítica e pelo julgamento''. (C.P.)

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