Dentro da lista do ministério, os hormônios para crescimento são os mais procurados. Segundo Lílian Seapnig, coordenadora da Farmácia Especial da 2 Regional da Saúde, um tratamento com esses medicamentos custaria no mínimo R$ 1,5 mil por mês. Outro medicamento de grande demanda é para Alzheimer, tratamento que custaria para o bolso do paciente no mínimo R$ 280 por mês. Vinte e cinco pessoas recebem o remédio Imiglucerose, para Doença de Gaucher. Casa frasco do remédio custa R$ 1,160 mil. Isso signfica que o tratamento pode ficar em até R$ 17,4 mil para quem usa 15 frascos por mês.
A 2 Regional da Saúde Metroplitana, com sede em Curitiba, é a maior do Estado. Ela atende 9 mil inscritos para receber medicamentos de 29 municípios localizados entre Doutor Ulisses (117 km ao norte de Curitiba) e Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba). Para agilizar o atendimento aos usuários de medicamentos da lista do ministério, a regional está descentralizando a distribuição. Hoje os remédios já são entregues em clínicas de hemodiálise, e nos dois municípios onde há maior número de inscritos, Rio Negro e Lapa (71 km a oeste de Curitiba).
Apesar das mudanças que objetivam agilizar o atendimento, a população atendida é obrigada a comparecer ao local todo mês, além de renovar o cadastro trimestralmente, mediante aporesentação de nova receita médica. É essa a reclamação de José Figeiredo, cujo pai tem Alzheimer. Ele discorda da necessidade de fazer consultas médicas periódicas para obter o receiuário, uma vez que trata-se de uma doença degenerativa.
A maioria dos usuários atendidos, no entanto, sente-se tão grata por não precisar comprar o medicamento que nem sequer reclama. É o caso de Vanusa Ramos da Silva, de 27 anos, que mensalmente vai pegar um hormônio de crescimento para o filho, de 10. ''Graças a Deus que tem esse serviço porque eu não teria condições de comprar'', diz ela, com um bebê de colo nos braços. Os remédios do filho custariam R$ 2 mil mensais.
O casal Patrícia Rosa Santos e Giovan Evandro Neves também não reclama. Todo mês eles pegam três remédios, que custariam R$ 400, para a filha que tem asma. ''Antes ele tinha outro emprego e dava para pagar. Hoje ele ganha R$ 400 por mês. Não daria para pagar'', diz a mãe. Neide K. M. de Oliveira, que recebe um remédio para a mãe, de 77 anos, com Alzheimer, diz que já teve que esperar até 60 dias para receber o remédio. Agora, já recebeu orientação para entregar os papéis de renovação do cadastro com antecedência. ''Agora está sendo mais fácil'', constata.
Segundo Marinalva Gonçalves da Silva, diretora da 2 Regional da Saúde Metropolitana, não existe estoque dos medicamwentos fornecidos, por isso o pedido incial de um remédio normalmente demora 30 dias para entrega. Depois o recebimento é mensal. Em caso de medicamento para transplantado, a regional tem uma verba de reserva para compras imediatas. Outros remédios são liberados apenas após avaliação da Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Nesses casos, a liberação pode chegar a até 90 dias, uma vez que a Cemepar só dispõe de três médicos para auditoria dos pedidos. (M.G.)

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