Sem defesa, detido adoeceu no 4º DP
Londrina - A Defensoria Pública em Londrina poderia ter resolvido o problema do vendedor Manoel Leite Neto, de 48 anos, que foi preso no dia 29 de novembro por embriaguez ao volante. Mesmo com emprego, residência fixa e sendo réu primário, Neto não conseguiu a liberdade e sequer recebeu visitas da família.
"O próprio delegado me falou que no máximo em uma semana ele sairia da prisão, já que agora a Defensoria estava funcionando em Londrina. Fiquei esperando alguma atitude deles e quando descobri que ainda não estava atendendo fiquei desesperada. Não tenho como pagar um advogado e não sei o que fazer", relata a filha Arian Leite Rodrigues, de 26 anos.
A situação de Manoel se agravou quando ele foi diagnosticado com tuberculose, que pode ter sido causada pela superlotação e as péssimas condições higiênicas do 4º Distrito Policial, na zona sul. Depois de muita pressão da família, o vendedor foi transferido na quarta-feira para o Hospital da Zona Sul. "O estado dele é grave e temos dificuldade para visitá-lo porque ele está escoltado. Se tivesse uma Defensoria ativa, que realmente funcionasse, tudo isso já teria sido resolvido e, provavelmente, meu pai não tinha ficado doente", critica Arian.
"Este é um claro exemplo de caso que deveria ser atendido pela Defensoria Pública", aponta o presidente da OAB-Londrina, Artur Piancastelli. (L.F.C.)





