Sem cobertura de convênios ou do SUS
Cateterismo ou tomografia computadorizada cardíaca. O que é melhor? Enquanto a Sociedade Brasileira de Cardiologia preconiza o primeiro procedimento como padrão, o uso da TC cardíaca cresce em todo o mundo como uma alternativa mais apurada de diagnóstico sem ser invasivo.
Vale dizer que o cateterismo, além de ser um exame, com ele é possível fazer também o tratamento (com a colocação de stents) quando são encontradas artérias obstruídas. Por outro lado há risco, mesmo que baixo (1%), de acidente vascular cerebral (AVC). ''É um risco desnecessário'', avalia o cardiologista Balazs Ruzsics, do Instituto do Coração da Pécs University, na Hungria, e professor assistente adjunto da Medical University of South Carolina, nos Estados Unidos. Para o cardiologista Afonso Akio Shiozaki, o procedimento deveria ser relegado ao tratamento, já que ''de cada quatro (exames), um é normal''.
Em relação à TC cardíaca, os especialistas avaliam que ela pode ser a solução para uma questão que ainda não é quantificada no Brasil, mas que nos Estados Unidos é grave - 6% dos pacientes que buscam o serviço de emergência com dor no peito são liberados e sofrem posteriormente um infarto. ''Nenhum método é perfeito, mas a angiotomografia tem 99% (de acerto) e se estivesse sendo usada na emergência muitos pacientes não seriam mandados para casa e sofreriam infarto depois. Porém, ainda tem custo alto, como toda tecnologia recente, e não é coberto pelos convênios e muito menos pelo SUS'', afirma Shiozaki.
Lançamento
A Bayer Schering Pharma lançou no Brasil, durante a Jornada Paulista de Radiologia, o contraste Ultravist, de alta concentração de iodo, usado na TC cardíaca. A concentração alta em iodo permite qualidade de imagem e uso de menor quantidade do produto. (C.P.)





