Sem benefícios, funcionários ameaçam paralisar atendimentos no Cristo Rei
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quarta-feira, 09 de dezembro de 2015
Rafael Fantin<br> Reportagem local 
Os funcionários do Hospital Cristo Rei de Ibiporã protestaram ontem na frente da unidade pelo pagamento de benefícios atrasados e não descartam a possibilidade de paralisação nos atendimentos até a regularização dos encargos trabalhistas. Há dois anos, o hospital passa por uma intervenção da Justiça após o afastamento de diretores investigados por desvios financeiros. Atualmente, a dívida da instituição é calculada em aproximadamente R$ 3 milhões.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Londrina e Região (SinSaúde), Aldecir dos Santos, afirmou que os interventores realizaram acordos com bancos e fornecedores para pagamentos das dívidas durante a nova administração, no entanto, o fundo de garantia dos funcionários não estaria sendo recolhido pelo hospital. "Há 14 meses, os empregados estão sem vale alimentação e ainda não receberam o 13º do ano passado. Em 2015, apenas uma parcela foi depositada. Ou seja, os direitos trabalhistas não estão sendo cumpridos, o que pode ameaçar o funcionamento do local", afirmou.
Ele lembrou que cerca de 200 funcionários, entre técnicos, auxiliares, enfermeiros, cozinheiras e empregados de serviços gerais, trabalham no Cristo Rei, que atende pacientes de outras cinco cidades, além de Ibiporã. "Em audiência pública, realizada em outubro, a direção afirmou que a situação estava sob controle, mas agora temos que discutir qual a saída para esse problema. Os funcionários continuam trabalhando para atender a população, mas não recebem os benefícios trabalhistas", criticou. Hoje, a direção do SinSaúde deve se reunir para discutir a possibilidade de paralisação, cogitada pelos funcionários do Cristo Rei.
De acordo com Santos, o hospital recebe aproximadamente R$ 750 mil em repasses mensais, mas o gasto com a instituição chegaria a R$ 950 mil. Ou seja, o déficit do hospital seria de R$ 200 mil por mês. "A situação só não é pior porque a população tem contribuído com doações para ajudar na manutenção do hospital", comentou. A FOLHA procurou a direção do Cristo Rei, mas os responsáveis pela administração do hospital não foram localizados para comentar o protesto dos funcionários até o final desta edição.


