Falta de asfalto e de ônibus. Estas são as principais queixas dos moradores do Jardim Nova Olinda II (Zona Oeste de Londrina), que fizeram ontem um protesto para reivindicar melhorias na infra-estrutura da região. ''Estamos isolados aqui'', queixou-se a aposentada Antonia Rodrigues Gregório, 77 anos, que possui um terreno no bairro desde o loteamento, em 1981. Sua família está até vendendo um imóvel no local, por ter desistido de esperar pelas benfeitorias.
Outra reivindicação é um ponto de transposição da linha férrea. A travessia para o Jardim Nova Olinda I só é possível através de bairros vizinhos. Segundo os moradores, a falta de passagem dificulta o acesso a farmácias, casas comerciais e à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Santiago. ''Em Jandaia do Sul, tem cinco passagens na linha dentro da cidade. Aqui também deveria ter'', cobrou o desempregado Wilson Antonio da Silva, 59. ''Pretendemos conseguir um ônibus para ir cobrar providências na prefeitura'', declarou o vice-presidente da Associação de Moradores do bairro, o operador de caldeira Osvaldo Marin Filho.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, afirmou que o bairro não está na programação para receber pavimentação em 2004. ''Os moradores devem procurar um vereador ou a secretaria para fazer um pedido de elaboração de projeto. Depois, a prefeitura deve tentar verba para a obra'', recomendou.
A dificuldade de acesso ao bairro é mais prejudicial no período noturno. ''Mototaxistas e entregadores de remédios têm medo de entrar aqui à noite'', contou o metalúrgico Neuri Alves Bezerra, tesoureiro da associação. Os horários de ônibus restritos - que não seriam suficientes para atender a demanda - também são alvo de críticas. ''Às vezes, somos obrigados a pular o trem para pegar ônibus'', revoltam-se os moradores.
A assessoria de imprensa da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) informou que itinerário e frequência dos ônibus são definidos de acordo com a demanda, mas está aberta para receber reclamações e sugestões dos usuários. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deve encaminhar a queixa para os setores competentes amanhã.

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