Sem alternativas, menores terão que ficar em cadeiões
Agência Estado
De São Paulo
Em acolhimento a recursos da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), o desembargador Álvaro Lazzarini, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça, suspendeu ontem decisões da juíza Mônica Ribeiro de Souza Paukoski, do Departamento de Execuções da Infância e Juventude, que determinava a remoção, em 30 dias, de todos os menores abrigados nos cadeiões de Santo André e de Pinheiros. As decisões, agora cassadas, proibiam ainda o ingresso de novos menores naqueles cadeiões, sob pena de seus dirigentes serem responsabilizados, civil, criminal e administrativamente.
O desembargador Lazzarini pondera que os menores foram transferidos para aqueles cadeiões em caráter emergencial. Isto porque eles próprios destruíram instalações e equipamentos do Complexo Imigrantes, em motins ocorridos em outubro.
A administração pública, por sua vez, não tem meios para construir ou adaptar novas unidades para acolher os adolescentes que estão nos cadeiões, uma vez que a providência envolve exigências administrativas.





