Sem acordo, vigilantes mantêm greve
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos vigilantes patrimoniais chega hoje ao terceiro dia e segue sem acordo o sindicato dos trabalhadores e dos patronais. Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes (Sindivigilantes), João Soares, o movimento está ficando cada vez mais forte em todo o Estado. ''Cidades do interior, como Londrina, Foz do Iguaçu e Pato Branco, não tiveram nenhuma agência aberta nesta quarta-feira (ontem), e a previsão é de que essa realidade aumente nos próximos dias'', declarou.
No Paraná, há 22,6 mil vigilantes patronais, que tomam conta não apenas de agências bancárias, como de indústrias, órgãos públicos e privados, por exemplo. Desse total, o Sindivigilantes afirma que perto de 14 mil já aderiram à greve até a tarde de ontem. E de um total de 1.337 agências bancárias no Estado, 900 permanecem fechadas, também de acordo com Soares.
Representantes do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp-PR) insistem em oferecer reajuste de 6,5%, número referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse percentual também contemplaria, na mesma proporção, o adicional de risco, vale-alimentação e seguro-saúde.
O Sindivigilantes luta por reajuste de 5%, além da reposição referente ao INPC, mais elevação de adicional de risco de 10% para 15% e aumento de R$ 12,00 para R$ 15,00 no vale-alimentação.
Na região de Londrina, 100% dos vigilantes estão parados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, Orlando Luiz de Freitas, na cidade cerca de 600 a 700 vigilantes aderiram. Em toda a região de abrangência do Sindicato - que envolve 96 municípios - o número de grevistas chega a aproximadamente 2 mil. O Sindicato de Lodrina deve fazer uma nova reunião hoje para discutir o andamento da paralisação.(Colaborou Mariana Fabre/Reportagem Local)


