Sem acordo, vigilantes decidem manter paralisação
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sábado, 12 de fevereiro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Fracassou a tentativa de negociação entre vigilantes e donos de empresas de transporte de valores, ontem, na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Com isso, os funcionários decidiram manter a greve iniciada a zero hora de quinta-feira. Eles querem reajuste salarial correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e aumento real de 4%, além da correção de outros benefícios.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, disse que os empresários mantiveram a proposta, já rejeitada em assembléia pelos trabalhadores, de repor o INPC e dar um abono de 20% do piso salarial de cada função (vigilante, motorista e chefe de equipe). ''A greve continua, agora, com muito mais força, porque foi um desrespeito por parte dos empresários apresentarem a mesma proposta'', criticou.
Na manhã de ontem houve confusão na entrada de uma das empresas de transporte de valores de Curitiba, onde vigilantes faziam piquete. A Polícia Militar foi chamada. Soares negou que os funcionários estavam barrando a entrada daqueles que queriam trabalhar.
Conforme Soares, a paralisação atinge, além de Curitiba, todas as grandes cidades do Estado.
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as agências bancárias não estão enfrentando problemas de falta de dinheiro nos caixas.
A Folha fez contato com o presidente dos Sindicato das Empresas de Tranportes de Valores, Gerson Pires, mas ele não pôde atender a reportagem.


