Brasília, 19 (AE) - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, disse há pouco que se não houver uma saída honrosa para o seu partido na discussão do salário mínimo "vamos votar pelos 177 reais". Para o líder, que participou há pouco de cerimônia comemorativa ao Dia do Exército, no QG do Exército, será muito difícil aprovar os R$ 151 para o salário mínimo na sessão da Câmara de terça-feira, se o governo não fechar um acordo garantindo no futuro uma compensação para o salário mínimo.
Ele citou três propostas: a emenda do deputado Ney Lopes (PFL-RN), de correção do mínimo da inflação dos últimos 12 meses e pelo crescimento do PIB; a do deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP), de que o governo assegure nos próximos dois anos uma melhoria para o mínimo, sem prejuízo para as contas públicas e a do deputado José Jorge (PFL-PE) que antecipa para 1º de janeiro o reajuste do mínimo, introduzindo o princípio da anualidade. Para Inocêncio Oliveira, em um ano eleitoral precisa ser levado em conta que não é fácil aprovar um salário mínimo de R$ 151. Ele lembrou que os estados governados pelo PFL já estão concedendo reajustes aos seus servidores acima do mínimo.

mockup