Sem acordo, MST decide manter protesto em frente ao Iguaçu
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quinta-feira, 22 de abril de 1999
Israel Reinstein 
As manifestações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), em Curitiba, não devem acabar hoje, como foi anunciado pela coordenação dos manifestantes. É que até ontem, a reunião pedida pelo MST com o governador não foi agendada. Além disso, nem o Banco do Brasil e o Instituto Nacional de Colonização e Reformas Agrárias (Incra) deram uma resposta positiva ao movimento. Por isso, eles pretendem ficar na cidade para que estas pendências sejam resolvidas.
De acordo com Jaime Callegari, da coordenação do MST, a reunião com o governador, planejada para ontem de manhã pela Casa Civil, foi refutada pelo movimento. Segundo ele, o secretário-chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, teria imposto condições para que Jaime Lerner os atendesse. Eles queriam que marcássemos o dia de nossa partida, queixa-se.
Agora, como o governador viajou para o Rio de Janeiro, eles pretendem ficar acampados na frente do Palácio Iguaçu. O governador volta na sexta-feira. Em relação à reunião com o Banco do Brasil, uma nova comissão deve conversar com a superintendência do banco. Ontem, a proposta dos sem-terra de suspender o leilão das terras e tratores arrestados foi recusada. Da mesma forma, o banco informou não ter dinheiro para repassar aos assentamentos rurais.
No Incra, o delegado Petrus Emilius Abi-Abib informou que a instituição não tem recursos para repassar ao MST. São 12 mil assentados que dependem das verbas do Procera, diz Jaime Callegari. Segundo ele, existem 92 casos de assentamentos em conflitos que ainda não receberam a autorização do Incra para funcionar.


