Sem acordo, mercado ficará em 1,1 milhão, prevê Mercedes
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 18 (AE) - A decisão do governo de não prorrogar o acordo automotivo emergencial deverá fazer o mercado encolher mais de 25%, nas previsões do diretor comercial da Mercedes-Benz, Roberto Bógus. Ele estimou hoje vendas de 1,1 milhão de veículos este ano. Em 1998, foram vendidos no País 1,5 milhão de unidades. "Me preocupa a possibilidade de os preços subirem até 10%, disse Bógus.
Segundo ele, o percentual pode ser ainda maior com o repasse da elevação dos impostos - IPI e ICMS em São Paulo voltarão a subir ao final do acordo - mais custos que deverão aparecer ainda por conta da defasagem no câmbio e fornecedores.
Para o executivo, o mercado brasileiro vai levar dois anos para atingir vendas anuais de 2 milhões de veículos. Ou seja, somente então é que o mercado retomaria o ritmo de dois anos atrás.
Consórcio - Nos próximos 15 dias a Mercedes-Benz vai lançar no mercado o seu próprio consórcio. A modalidade será administrada pelo Banco DaimlerChrysler, que está sendo criado no Brasil como consequência da fusão da alemã Daimler Benz com a americana Chrysler. O banco também administrará o leasing.
Segundo Bógus, a montadora se prepara para cuidar das próprias operações financeiras por acreditar na expansão do leasing operacional no mercado de caminhões.


