Sem acordo, greve dos bancários é mantida
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sexta-feira, 02 de outubro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba- Na segunda-feira, quem for aos bancos ainda vai encontrar as portas fechadas. Depois de dois dias de negociação em São Paulo, não houve acordo entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Ainda não há uma nova data para retomar as negociações. No dia 5, a Federação tem uma reunião com os bancos para discutir uma nova proposta de reajuste salarial.
Ontem, a greve completou oito dias com o fechamento de 272 agências em Curitiba e Região Metropolitana e 13,2 mil trabalhadores de braços cruzados. Os bancos HSBC e Bradesco operam com interditos proibitórios e, por isso, têm poucas agências paradas. Ainda ontem, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana promoveu um apitaço em frente à agência do Bradesco que fica na Marechal Deodoro, no Centro de Curitiba porque seria o banco que mais vem dificultando as negociações. Em todo o Paraná, 523 agências estavam paradas ontem.
As principais reivindicações da categoria são reajuste salarial de 10%, participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 3.850 e mais três vezes o valor do salário, auxílio refeição de R$ 19,25, cesta-alimentação, auxílio creche e uma garantia de manutenção dos empregos.
Na última proposta, a Fenaban ofereceu 4,5% de reajuste, cesta-alimentação no valor de
R$ 285,21, auxílio creche de R$ 205, e uma PLR dividida em duas parcelas. A primeira seria equivalente a um salário e meio na faixa de até R$ 10 mil, mais 4% do lucro líquido de 2009. A outra seria de 1,5% do lucro líquido, distribuído, igualmente, entre os empregados, até R$ 1.500.


