São Paulo, 31 (AE) - Pelo segundo ano consecutivo, milhares de alunos da rede municipal de ensino vão começar o período letivo sem ter onde estudar. As aulas começam segunda-feira (07), mas as classes emergenciais para abrigar parte dos novos alunos ainda nem começaram a ser planejadas. A assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Educação explica que as escolas que concentraram as novas matrículas ainda não enviaram a relação de novos alunos. O resultado é que a secretaria ainda não sabe a quantidade de classes que serão necessárias para atender à demanda.
"Nenhuma criança vai ficar sem estudar", garantem os assessores de Imprensa do secretário Municipal, João Gualberto Menezes. Na falta de classes, segundo eles, a secretaria alugará salões e improvisará lugar nas escolas existentes. Embora a secretaria não saiba com precisão a quantidade de classes que serão necessárias, sabe-se que, dos 75 mil alunos que frequentarão uma classe de 1.ª série nas escolas municipais, 45 mil já estavam nas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e tinham cadastro no município. Esses alunos tiveram a matrícula efetivada automaticamente, permitindo que essas vagas fossem planejadas.
O problema são os 30 mil novos alunos que se matricularam na escola mais próxima da suas casas, seguindo a orientação das campanhas de matrícula. Como ainda não recebeu a informação sobre onde moram essas crianças, a secretaria não sabe em que bairros há excesso de demanda. No ano passado, as 139 classes emergenciais (que deveriam ter sido 315, segundo os cálculos divulgados pela própria secretaria) ficaram prontas dois meses após o início do ano letivo, provocando protestos de pais de alunos em vários locais da cidade.
Para evitar esse problema, as secretarias Estadual e Municipal de Educação anunciaram, em setembro, que o processo de matrícula seria unificado e informatizado. Tudo o que os pais precisariam fazer era procurar a escola mais próxima e matricular seus filhos.

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