Histórias de luta e superação não faltam na ONG Viver. Ana Caroline de Oliveira Silva tem 15 anos e terminou em maio o tratamento contra o câncer. Ela frequentava a ONG enquanto lutava contra a doença. ''Quando eu fizer 18 anos quero ser voluntária'', garante, complentando que a companhia de outros pacientes atendidos pela instituição foi fundamental para vencer a batalha. ''Se não tivesse a ONG seria escuridão, só teria o hospital, que é um lugar vazio e triste. Aqui tem coisas que a gente gosta de fazer e de comer, além de amigos'', elogia.
Regiane Chaves de Souza está em tratamento e, apesar de morar em Londrina, gosta de passar na ONG quando termina as consultas. ''Aqui é a minha segunda casa. A companhia das crianças que também vem aqui me ajuda a lutar contra a doença'', diz.
Magno Julio Balman tem dez anos e há um ano e meio está em tratamento contra o câncer. Para a mãe dele, Aparecida Fátima de Oliveira Balman, a passagem pela ONG Viver é importante tanto para o garoto quanto para os familiares. ''Às vezes eu estou preocupada, preciso conversar com alguém e aqui sempre tem gente para ajudar'', lembra.
A paciente Kamilla da Silva Soares, de sete anos, frequenta a organização há dois anos e meio. A mãe, Roseli Borges da Silva, disse que a equipe da ONG está presente desde o início do tratamento da Kamilla. ''Aqui me sinto muito mais forte. Estou desempregada e mensalmente recebo uma cesta básica da ONG. É uma ajuda tremenda.''
Há quase dois anos, a dona de casa Tieme Souza Bueno descobriu que sua filha, hoje com 15 anos, sofria de câncer. Além do choque causado pela doença, outra preocupação foram os gastos que a família teria com o tratamento. Entre eles, os custos com transporte, hospedagem e alimentação. ''Eu moro em Jacarezinho (Norte Pioneiro) e tenho que acordar às 4 horas para vir para cá com a van da Prefeitura. Tem dias em que só chego em casa às 23 horas. Não teria dinheiro para almoçar, jantar e nem onde ficar com a minha filha'', comenta.
Atualmente, Tieme está mais tranquila. A filha está respondendo bem ao tratamento e o problema dos gastos foi resolvido pela Organização Viver. Tomamos café da manhã, almoçamos e até já ficamos hospedadas por cinco dias. A gente é tão bem tratada que sinto como se aqui fosse minha segunda casa'', enfatiza.

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