O Paraná conta hoje com 135 médicos que trabalham na área de cirurgia plástica. Destes, 90 têm o selo de qualificação conferido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Segundo o presidente nacional da sociedade, Luiz Carlos Celi Garcia, a intenção é dar um referencial para os pacientes que procuram cirurgia plástica. ‘‘Temos que diminuir o índice de riscos numa cirurgia plástica. O primeiro passo é combater cirurgiões que não tenham especialização’’, orientou.
Em 1999, foram realizadas cerca de 300 mil cirurgias em todo o Brasil. Setenta por cento das cirurgias plásticas foram em mulheres. A maior parte (cerca de 180 mil), cirurgias estéticas. Apenas 40% cirurgias reparadoras, como defeitos congênitos ou ocorridos em decorrência de acidente ou atos de violência.
As cirurgias mais procuradas foram de mama (40% das cirurgias estéticas), lipoaspiração (30%) e face (20%). ‘‘Com a mudança de perfil de beleza no Brasil, as cirurgias plásticas de mama aumentaram. Antes as mulheres procuravam reduzir os seios. Hoje, elas preferem aumentar’’, contou Garcia.
Atualmente, as próteses de seio trazem menores riscos de rejeição pelo organismo. O silicone liso ocasionava problemas de contratura (endurecimento do seio) em 40% dos casos. Agora, os médicos preferem utilizar o silicone texturizado (de 12% a 15%) e o silicone revestido de poliuretano (2% a 3%). Os tamanhos variam entre 90 ml e 275 ml.
A orientação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica é para que não seja usado o computador para fazer projeções estéticas. ‘‘Isto é propaganda enganosa. O computador não tem edema, fibrose e nem mede a pele da paciente’’, argumenta Julio Wilson Fernandes, presidente da regional da SBCP.
A lipoaspiração é a modalidade preferida pelos médicos e está bem difundida em Curitiba e Londrina. ‘‘Se feito com um especialista, a lipoaspiração pode dar complicações em um paciente para cada 60 mil. É mais seguro do que fazer uma cesariana’’, avaliou Fernandes.
Dos pacientes que procuram os serviços estéticos, 10% são adolescentes. A principal reclamação nesta faixa etária é a chamada ‘‘orelha de abano’’.

mockup