Marcos Zanatta
De Maringá
O excesso de pré-escolas em Maringá levou o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste (Sinepe/Nopr) a criar o certificado ‘‘Escola Legal’’ para orientar os pais. O Núcleo Regional de Ensino tem cerca de 80 pré-escolas cadastradas, mas basta percorrer alguns bairros de Maringá para ver que a realidade é outra. ‘‘Realmente é difícil saber ao certo quantas escolas existem até porque muitas nem registro ou alvará possuem’’, diz a diretora da Comissão de Educação Infantil do Sinepe, Cristiane Resquiti Strozzi.
A criação do certificado, que já tem a adesão de 15 escolas, não é uma forma de fiscalização. ‘‘Nossa proposta é legalizar as pré-escolas que trabalham sem a estrutura necessária e garantir o serviço prestado aos alunos’’, explica. Ela considera que hoje a crise obriga as famílias a buscarem opções de preços, mesmo quando se trata de educação. Como algumas escolas que não possuem a estrutura mínima exigida cobram mensalidades de até R$ 40,00, a concorrência acaba se tornando desleal.
Cristiane explica que o Sebrae fez um levantamento comprovando que uma pré-escola que tenha todos os profissionais necessários, espaço adequado e material correto, não consegue sobreviver com mensalidades abaixo de R$ 88,00. ‘‘Mas a proposta do certificado não é definir valores, muito menos fechar pré-escolas que não aderirem’’, afirma. Ela diz estar consciente que se fechar pré-escolas vai faltar vagas. ‘‘Mas os pais têm que estar consciente que a criança não vai para a escola brincar, e sim receber uma formação importante para o resto da vida’’, afirma.
O sindicato formou uma equipe multidisciplinar, que visita as escolas, verifica as carências e orienta a direção. Cristiane explica que quando vai matricular o filho, a mãe ou o pai não pedem os documentos e projetos da escola. ‘‘Com o selo do certificado eles podem ter certeza que a escola oferece qualidade’’. O certificado quer também organizar o setor.
Hoje, ressalta Cristiane, as grandes escolas têm como reciclar os professores e profissionais. ‘‘Os pequenos unidos em torno do certificado podem trazer profissionais para reciclagem e cursos de formação’’. Ela calcula que são pelo menos 40 pré-escolas de pequeno porte que não recebem nenhum tipo de assistência. O selo do certificado tem também um prazo de validade. O pessoal que conquistou o selo este ano passa por uma nova avaliação no final do ano que vem.Certificado, que já tem a adesão de 15 escolas de Maringá, tem proposta de garantir estrutura e qualidade de ensino
Marcos NegriniVISTORIASindicato formou uma equipe multidisciplinar, que visita as escolas, verifica as carências e orienta a direção a se adequar às exigênciasJames NegriniSETOR ORGANIZADOO diretora da Comissão de Educação Infantil do sindicato, Cristiane Strozzi, afirma que intenção não é fechar pré-escolas, mas legalizá-las

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