Brasília - O uso do celular em local de aplicação do Enem 2014 será motivo para desclassificação do estudante, a exemplo do que ocorreu no ano passado. Em 2013, 47 estudantes foram eliminados por postarem foto em rede social na sala de aula.
"O mesmo processo que fizemos ano passado faremos com mais rigor ainda. Qualquer perturbação, mesmo que não seja tentativa de fraude, será coibida", disse o ministro da Educação, Henrique Paim, em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira. "Ele [candidato] será excluído. Não pode usar celular dentro da sala de aplicação", reforçou o presidente do Inep (órgão responsável pelo Enem), Chico Soares.
Segundo o ministro, o Enem 2014 teve um custo médio de R$ 52 por aluno - aqui já descontado o valor arrecadado com a taxa de inscritos pagantes (R$ 35). Assim, a despesa total é de R$ 453,5 milhões.
Com um número recorde de 8,7 milhões de inscritos, o Enem 2014 será aplicado em 1.752 municípios e envolve um contingente de quase 917 mil pessoas, entre fiscais, chefes de sala e coordenadores, seguranças, funcionários de gráfica, Forças Armadas.
A edição deste fim de semana corresponde a um aumento de 21,6% em comparação ao Enem 2013 (7,1 milhões). As provas começam a ser aplicadas às 13 horas deste sábado - os portões abrem uma hora antes. Hoje serão aplicadas questões de ciências da natureza e humanas. No domingo, as provas são de linguagem e matemática, além de redação. O resultado deve ser divulgado no início de janeiro de 2015.
Na edição deste ano, o Ministério da Educação adotou um novo item de segurança: detectores de metais serão usados por fiscais de prova, a qualquer tempo, para verificar se o candidato está portando equipamentos como celulares e outros eletrônicos. A expectativa é que sejam utilizados 18 mil detectores de metais portáteis.

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