Seju promete instalar mais scanners corporais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Desde o início do mês a unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) está equipada com um scanner corporal ou "Body Scanner", utilizado para detectar objetos estranhos escondidos em roupas, sacolas ou no interior do corpo humano.
A PEL foi a segunda unidade do Estado a receber o equipamento. Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju), outros três scanners serão instalados até setembro em mais três penitenciárias do Paraná. Depois da Casa de Custódia de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba) e da PEL 2, vão receber o equipamento o complexo penitenciário de Piraquara, na Grande Curitiba, e as penitenciárias estaduais de Cascavel e Foz do Iguaçu.
O Body Scanner tem tecnologia similar a utilizada em aeroportos e permite uma visão minuciosa de quem entra no estabelecimento prisional, detectando qualquer tipo de metal, armas, drogas, explosivos, celulares e outros objetos.
Com a instalação do scanner, todos os visitantes e servidores públicos só podem entrar na unidade passando pela máquina. Na PEL 2, a transição tem sido gradual e a revista tradicional ainda está sendo aplicada. "Continuamos usando os detectores de metal e aos poucos o uso do equipamento está sendo expandido. Se houver alguma suspeita o visitante é encaminhado para o scanner. Com o passar dos dias há um aprimoramento na utilização e na detecção de alguma irregularidade. Mas, sem dúvida, o equipamento melhora a segurança na unidade", frisou Edmir Cardoso da Silva, vice-diretor da PEL 2. A penitenciária londrinense, que tem capacidade para 1.108 detentos, abriga hoje 1.134.
Apesar do pouco tempo de utilização, com a instalação do scanner já foi possível notar uma mudança no perfil dos visitantes, além de resolver um dos problemas mais sérios, sobretudo para as mulheres: o constrangimento de precisar tirar a roupa antes de entrar para a visita. "Pessoas que não vinham por vergonha começaram a nos procurar para fazer o cadastro. E por outro lado, presenciamos situações em que pessoas mal-intencionadas deixaram de realizar a visita quando souberam que o equipamento estava funcionando", relatou o diretor Emerson das Chagas. Após três semanas de funcionamento, o scanner ainda não flagrou nenhuma tentativa de ingressar objetos proibidos para o interior da unidade.
Para quem visita os internos na penitenciária toda semana o auxilio da tecnologia é bem-vindo. "A gente sentia muita vergonha e humilhação, além de ser um tumulto grande. Agora está melhor e mais rápido também", contou a aposentada Maria do Carmo, de 74 anos, que visitava o filho. "Antes a gente tinha que tirar a roupa, abaixar três vezes e sentar no banco. Era constrangedor demais e demorava mais de meia hora. Agora em cinco minutos a gente já está liberada", relatou a dona de casa Sandra Regina Silva, 42 anos, que também foi visitar o filho.
Os scanners foram locados por três anos e custam mensalmente R$ 17.600 cada. Todo o custo de manutenção e atualização do equipamento é assumido pela empresa fornecedora, que oferece a capacitação aos agentes encarregados da operação.


