Curitiba - A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) divulgou ontem que concluída a recontagem e identificação individual de cada um dos 1.037 presos que ocupavam a Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) na rebelião que durou 45 horas não há detentos desaparecidos. O Departamento de Execução Penal (Depen) checou a duplicidade de nomes dos presos que estavam na PEC e averiguou que um deles havia sido transferido para a Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Dos 25 feridos, cinco permanecem internados no Hospital Universitário do Oeste do Paraná.
Como já aconteceu no dia seguinte em que a rebelião foi encerrada, a Seju voltou a se manifestar ontem por nota oficial para passar à imprensa informações atualizadas sobre o motim. Foram confirmadas as mortes de cinco presos. Todos foram identificados e, segundo o governo estadual, tinham penas acima de nove anos de reclusão. Segundo a nota, quatro deles estavam presos por crimes relacionados a violência sexual, incluindo estupro de vulnerável, e um, por homicídio qualificado.
A secretaria também reconheceu que as unidades penitenciárias que receberam os 800 presos transferidos da PEC "ficarão momentaneamente com detentos acima de sua capacidade." Apenas 227 detentos permanecerão na PEC, nas quatro galerias que não foram afetadas pela rebelião.

RECUPERAÇÃO
Em relação às estimativas de custo para as obras de recuperação da Penitenciária Estadual de Cascavel, a Seju informou que uma comissão técnica de engenharia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística/Paraná Edificações está fazendo uma avaliação das partes danificadas e, em 15 dias, deverá apresentar um balanço completo. A secretária de Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes, determinou abertura de sindicância para apurar as circunstâncias que levaram à rebelião, com prazo de conclusão de 15 dias.

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