Seis soldados indianos morrem em ataque de tropas paquistanesas na Caxemira; ministro indiano é morto em atentado
JAMMU, Índia - Pelo menos seis soldados indianos morreram hoje (27), quando tropas paquistanesas atacaram um posto de fronteira na disputada região da Caxemira, informou um funcionário da Defesa da Índia.
Outros dois soldados foram tidos como desaparecidos depois do ataque, na madrugada de hoje, no posto perto de Laam, setor de Mowshera, cerca de 185 quilômetros ao norte de Jammu-Caxemira, capital do Estado.
Para o general P.P.S. Bindra, os soldados foram mortos pelas tropas paquistanesas e seus corpos podem ter sido jogados para o lado indiano da Linha de Controle (controlada pelas Nações Unidas).
Na sexta-feira, o Paquistão acusou o governo indiano da morte de 15 civis depois de seu território ter sido invadido por militares indianos.
O clima de tensão na região, que compreende uma linha 740 quilômetros dividindo a Caxemira, no Himalaia, entre os dois países, precede a visista do presidente americano, Bill Clinton, marcada para o fim de março.
No ano passado, os dois países, que detêm a tecnologia atômica, estiveram a um passo de deflagar um novo conflito armado (o quarto entre eles desde sua indepedência há 50 anos), quando centenas de homens armados invadiram o lado indiano da Caxemira, no setor de Kargil.
Ainda hoje, o banido grupo separatista Frente Unida de Libertação de Assam (ULFA) assumiu a autoria do atentado que matou pouco antes o ministro de Administração do Estado, Nagen Sharma. O carro em que viajava o ministro explodiu com a detonação, por controle remoto, de uma mina terrestre. Shama viajava em um comboio de oito carros.
Dois policiais e dois fucnionários governamentais também morreram no ataque, que ocorreu no distrito de Nalbari, 115 quilômetros a oeste de Gauhati, capital do Estado de Assam.





