Seis são mortos em apenas três dias em Londrina
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quarta-feira, 03 de outubro de 2012
Érika Gonçalves e Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Londrina - Os primeiros dias de outubro estão sendo marcados por uma onda de homicídios em diversas regiões de Londrina. Seis pessoas foram mortas em diferentes pontos da cidade. O caso mais recente resultou na morte de dois supostos assaltantes, que foram baleados após trocarem tiros com policiais militares no Jardim Nova Esperança (Zona Sul) ontem à noite. Um suspeito foi ferido, mas conseguiu fugir. A Polícia Civil investiga os casos.
Na noite de terça-feira, Guilherme Aparecido Vieira Pinto, de 18 anos, foi assassinado a tiros em uma residência localizada na Rua Amendoinzeiro, no Jardim Leonor (Zona Oeste). Os disparos atingiram as pernas e as costas da vítima.
O delegado de plantão, Marcos Paulo Rubira, que esteve no local, acredita que o fato esteja relacionado ao tráfico de drogas e não descarta a ligação do crime com o homicídio ocorrido na noite de segunda-feira, no Jardim Leste-Oeste (Zona Oeste), quando Tiago Ricardo dos Santos, de 29 anos, morreu atingido por vários tiros no tórax e no abdômen. A Polícia informou ter identificado o suspeito da morte de Santos, mas ele ainda não havia sido preso até a noite de ontem.
Também na terça-feira à noite, Iracema Minholi de Brito, de 62 anos, foi morta a tiros no Conjunto Parigot de Souza 2 (Zona Norte). De acordo com a Polícia Militar, vizinhos ouviram tiros por volta das 23 horas, mas apenas ontem pela manhã ligaram para a PM, depois de estranhar a falta de movimentação na casa da idosa.
Segundo Edgard Soriani, titular da Delegacia de Homicídios, Iracema tinha dois filhos, um deles reside em Paranaguá e outro possui passagens por tráfico de drogas e, por isso, acredita que a morte tenha sido motivada por retaliação.
Ainda na manhã de ontem, o corpo de Wellington Luis Santiago Alves, de 19 anos, foi encontrado pelo irmão, de 17 anos, quando chegava do trabalho, no Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul). O rapaz também foi morto a tiros dentro de casa. Segundo a Polícia, ele possuía passagens por tráfico de drogas e homicídio.
Soriani não descartou a possibilidade dos homicídios da Zona Oeste estarem
vinculados a uma guerra entre gangues. ''Nós não sabemos ainda nem qual é a causa desses homicídios. Estamos investigando, tentando descobrir quem está por trás dessas mortes, mas ainda não há 100% de certeza dos fatos'', explicou.
Causas
O psicólogo Alex Gallo, que estuda violência urbana em Londrina, expôs que é difícil determinar o que desencadeia situações de violência. E acrescentou que, a curto prazo, o que pode ser feito para reduzir os índices de criminalidade é intensificar a repressão policial. ''Essa repressão deve ser seguida por outros tipos de política, como o investimento na educação'', alertou.
Gallo acrescentou que a educação é um investimento de longo prazo e que não produz resultados imediatos e por isso é preterida nas políticas públicas. ''O investimento em educação poderia melhorar a situação permanentemente. Basta ver países como a Coreia do Sul, que aplicou muitos recursos para a melhoria da educação e obteve como resultado a diminuição da violência e a melhoria de outros índices sociais'', afirmou.(Colaborou Guilherme Batista/Equipe Bonde)


