Seis presos por fraude de oxigênio hospitalar
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Reportagem Local 
Cianorte - O Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu mais seis pessoas ontem em Cianorte (Noroeste). Elas são suspeitas de adulterar cilindros de oxigênio hospitalar. A Operação "Cilindros" foi deflagrada em novembro, com o objetivo de combater a adulteração dos produtos distribuídos em hospitais do Norte e Noroeste do Estado.
O Ministério Público (MP) informou que os empresários presos no mês passado continuavam passando informações a funcionários de como fraudar os cilindros. As ligações, interceptadas pelo MP, eram realizadas de dentro da cadeia. Ontem, o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dos empresários e na sede das empresas em Cianorte. Documentos, armas e munições também foram apreendidos.
No fim do mês passado, o Gaeco prendeu sete pessoas apontadas como os chefes do esquema, donos de três distribuidoras instaladas em Maringá, Campo Mourão e Cianorte. Eles abasteciam os cilindros hospitalares com oxigênio industrial, mais barato, usado em soldas. Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o esquema pode ser muito maior. Segundo ele, pelo menos mais dez distribuidoras da região estão sob investigação. Além disso, o Gaeco investiga a relação de consumo e eventuais crimes de corrupção.
De acordo com os promotores, inicialmente os hospitais são vítimas, mas o órgão irá cobrar mais atenção dos gestores das instituições por omissão na fiscalização. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas empresas, em residências de funcionários e unidades de saúde de 35 cidades, entre elas, Maringá, Cianorte, Goioerê, Grandes Rios, Umuarama, Guaíra, Pitanga, Engenheiro Beltrão, Santa Fé e Sarandi.
Especialistas consultados pela reportagem ressaltaram os riscos de contaminação do uso de oxigênio industrial no tratamento de pacientes. Em casos mais graves, a adulteração criminosa pode levar à morte.


