Curitiba - Seis policiais militares foram presos, anteontem, em Curitiba, acusados de prática de tortura. As prisões são decorrentes de investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar (PM).
Segundo informações da assessoria de imprensa do MP, os seis policiais, que fazem parte do 23º Batalhão da PM, teriam torturado física e psicologicamente dois homens, com a intenção de obter informação a respeito da localização de drogas, armas de fogo, dinheiro e também sobre quem vendia drogas na região onde os crimes foram praticados. O Gaeco deu início às investigações após receber a denúncia das vítimas, no mesmo dia da ocorrência dos delitos, em 21 de julho.
As investigações feitas pelo Gaeco mostram que os crimes ocorreram na noite do dia 20 de julho e na madrugada do dia 21, quando os policiais abordaram os dois homens. A tortura iniciou-se na casa de uma das vítimas com agressões físicas e continuou posteriormente na represa do Rio Passaúna. Lá, foram submetidas à tortura psicológica, sob ameaças de morte por tiros de arma de fogo.
Em nota oficial, a PM esclareceu que as informações sobre os policiais militares suspeitos, desde o início, foram produzidas diretamente pela Corregedoria Geral da PM e pelo Comando Geral da Corporação e, por orientação do Gaeco, as ações ficaram a cargo do Ministério Público, que inicialmente recebeu as denúncias.
Ainda segundo a PM, a partir de agora, todas as demais providências de ordem administrativo-disciplinar estão sendo adotadas na forma legal e regulamentar. "Importante ressaltar que a corporação, para qualquer situação denunciada, busca a elucidação de todos os fatos, e, se restar comprovada responsabilidade para qualquer um dos policiais militares, os instrumentos adequados de saneamento são adotados, na forma legal, sendo respeitados os direitos ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, para qualquer militar estadual", comunicou.

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