Seis mil litros de diesel vazaram logo após submersão
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terça-feira, 20 de março de 2001
Do Rio de Janeiro 
Um vazamento de cerca de seis mil litros de óleo diesel foi detectado pela Petrobras 15 minutos depois de a plataforma P-36 ter afundado ontem. No fim da tarde, foi confirmado o segundo acidente, mas até as 18 horas a estatal não sabia precisar o volume nem se era de petróleo cru ou diesel. Segundo o gerente-executivo de Segurança do Meio Ambiente da Petrobras, Irany Varella, apesar dos dois acidentes, os danos ambientais, por enquanto, são pequenos.
Varella explicou que, ao contrário do vazamento que ocorreu em janeiro do ano passado, na Baía de Guanabara, quando foram derramados 1,29 milhão de litros de óleo, um acidente em alto-mar, na mesma proporção, é de mais fácil contenção. Temos mais tempo e melhores condições para controlar a mancha, explicou. Há 1,54 milhão de litros de óleo diesel e petróleo cru nos tanques e dutos da P-36.
A estatal mantém no local 12 barcos e 32 mil metros de barreiras, com capacidade para conter até cinco milhões de litros de óleo.
Durante toda a manhã, os técnicos da empresa tiveram dificuldade para retirar o diesel do mar, por causa da ondas que alcançavam até 1,80 metro de altura. As bóias de contenção só foram colocadas no local do primeiro vazamento - de seis mil litros - quando a mancha já alcançava oito quilômetros de comprimento.
Temos equipes monitorando todo o trabalho de contenção, disse Varella. Segundo o gerente-geral da Petrobras na Bacia de Campos, Carlos Eduardo Bellot, é inevitável o vazamento de quase todo o óleo que está na plataforma P-36. À medida em que a plataforma afunda, é inexorável o vazamento do óleo. Estes equipamentos não foram projetados para resistir a pressões tão grandes, explicou Bellot.
Para o secretário de Meio Ambiente do RJ, André Corrêa, no entanto, a hipótese de o óleo chegar às praias do Rio é muito pouco provável. (A.F.)


