São Paulo, 27 (AE) - A morte de um menor dentro de uma unidade mantida pela Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) é a sexta ocorrida no Estado de São Paulo este ano. Na maior e mais violenta rebelião ocorrida na história da instituição, quatro menores foram mortos em 25 de outubro, dois deles carbonizados, no Complexo Imigrantes.
Um dos corpos queimados foi decapitado. Dois monitores mantidos como reféns, depois de espancados pelos infratores, foram jogados de muros de 5 metros de altura. No dia anterior, tinha ocorrido outra rebelião na Febem Imigrantes, também violenta.
O fato abriu uma crise no Estado, que culminou com a decisão do governador Mário Covas de dirigir, ele próprio, interinamente a fundação; transferência de todos os menores e destruição do complexo. No mesmo mês, já havia ocorrido a morte de um outro menor assassinado a tiros por outro garoto no pátio da Febem de Ribeirão Preto. Entre setembro e outubro, a Febem chegou a registrar a fuga de 891 menores em sete motins.
Com a transferência dos jovens mais perigosos das unidades Imigrantes e Tatuapé para os Cadeiões de Santo André e Pinheiros, diminuiu a incidência de rebeliões, mas os menores continuaram a queixar-se de espancamento por parte dos monitores. Em 12 de novembro, por exemplo, dois monitores foram dominados por infratores na Febem do Tatuapé e a Tropa de Choque precisou ser chamada. Quatro menores iniciaram a rebelião. Policiais militares de plantão permanente no entorno do quadrilátero acionaram a Tropa de Choque. Os policiais, acompanhados da direção, entraram na unidade e libertaram os reféns.
No dia 15 deste mês, 10 adolescentes conseguiram escapar do Cadeião de Santo André, mas 6 foram recapturados.

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