Curitiba - Seis estabelecimentos de ensino superior do Paraná foram aprovados pela edição 2007 da OAB Recomenda. O selo de qualidade recomendou os cursos de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pontifícia Universidade Católica do Paraná e Faculdades Curitiba, sendo estas três últimas em Curitiba, e ainda a Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro, em Jacarezinho.
Dos 322 cursos de Direito - existem 1.017 no Brasil - avaliados pela Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB, 87 obtiveram índice positivo. Na relação dos estados com maior número de cursos aprovados, o Paraná aparece em sexto lugar, atrás de Minas Gerais (14), São Paulo (12), Rio Grande do Sul (11), Santa Catarina (7) e Rio de Janeiro (7). Os critérios de seleção utilizados pela OAB foram os resultados de cada curso no Exame Nacional de Cursos (ENC), o antigo Provão, e no Exame de Ordem.
O desempenho do Paraná pegou de surpresa o professor de Direito Constitucional da UFPR, Romeu Bacellar Filho. ''Para quem atua no magistério é incompreensível que o Paraná tenha menos cursos dignificados com o selo do quee Santa Catarina e Rio Grande do Sul, porque conheço praticamente todos os cursos deles. Não é questão de bairrismo'', disse o docente, informando que aqui foi criado o primeiro doutorado em Direito, do Sul, e que o melhor curso do Brasil é o da UFPR.
De acordo com o presidente da OAB-PR, Alberto de Paula Machado, desde 2001, a instituição conduziu o processo de certificação com o objetivo de estimular as faculdades de Direito a conquistarem níveis de excelência e informar a população sobre quais estabelecimentos têm praticado ensino diferenciado aos olhos da OAB. ''Adotamos critérios subjetivos para evitar que o selo sofresse qualquer tipo de influência. O resultado observado no Paraná se repete no resto do País, a maior parte recomendada está no ensino público'', disse ele.
No Estado existem 85 cursos de Direito, mas alguns ficaram de fora da avaliação por terem sido criados recentemente. ''Acho um exagero a quantidade porque esse excesso compromete a qualidade de ensino. O Governo Federal tem que atuar como orgão fiscalizador, não se pode submeter o ensino as leis de mercado'', pontua o presidente da OAB-PR, informando que são oferecidas 12 mil vagas, por ano, em cursos de Direito, no Paraná, e que metade deles apresentam o número de candidatos inferior ao número de vagas nos vestibulares.
Para o coordenador do colegiado do Curso de Direito da UEL, Miguel Etinger Araújo, já era esperado que a instituição recebesse o selo de qualidade. ''Em função do histórico, pelo comprometimento dos professores e desempenho dos nossos alunos no curso, nos concursos públicos e na contratação pelo mercado'', elenca Araújo, informando que a UEL tem 1,2 mil alunos de Direito e um acervo na biblioteca que é referência no Brasil. ''Acho importante o selo porque a OAB é uma instituição séria e busca analisar de forma total a excelência no ensino jurídico'', defende o docente.

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