O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio absolveu, ontem, por unanimidade, seis dos 20 acusados de supostas fraudes contra a Previdência Social, na 5ª Vara Cível de Nova Iguaçu, no Rio. Os desembargadores consideraram não haver nenhuma prova para condenar o advogado Ubiratan Moreira da Silva, acusado de formação de quadrilha e peculato, e os médicos Luciano Quaresma de Oliveira, Gilson Mazzillo, Enéas Barreira, Newma Teixeira de Nigro e Paulo Bittencourt que respondiam também por falsa perícia.
Os acusados já foram liberados e deixaram o plenário do TJ, alguns chorando, abraçados a parentes. O médico Gilson Mazzillo era um dos mais exaltados. ‘‘Fomos acusados injustamente pela Justiça e pela imprensa’’, disse. ‘‘Espero que isso não se repita’’. Ele disse que é ‘‘bem provável’’ que tome providências judiciais para ser ressarcido por danos morais.
O desembargador-relator, Paulo Gomes da Silva Filho, apresentou seu pedido de pena para os demais acusados. A sentença será conhecida hoje.
Pela manhã, o sob as vistas dos desembargadores que o julgavam, o advogado Marilso Leon Blum, um dos 20 réus no processo, fugiu da sessão do Órgão Especial do TJ que se preparava para dar a sentença sobre o caso. Blum, que não estava detido, não voltou no horário marcado (14h15) do intervalo para o almoço. Uma hora depois foi considerado fugitivo e teve sua prisão preventiva decretada. Depois do incidente, os magistrados resolveram proibir que os acusados deixassem o prédio do tribunal para jantar.

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