São Paulo, 21 (AE) - A Seiko, líder de vendas no mercado brasileiro de relógios nas décadas de 70 e 80, está modernizando a produção para atingir os consumidores mais jovens, que mal conhecem a marca. A meta da companhia é crescer 20% ao ano nos próximos cinco anos e retomar a posição de destaque no País. A Seiko ocupa hoje o sexto lugar em vendas de relógio no País.
As mudanças no design, a criação de uma equipe própria de vendas formada por jovens de nível superior e a ampliação dos recursos em publicidade aumentaram em 15% as vendas da empresa em 1998 e em 20%, em 1999, na contramão do mercado de relógios, que tem recuado 11% ao ano desde 1996, com a concorrência de contrabandeados e falsificados. Atualmente, a Seiko do Brasil responde por menos de 10% do faturamento anual da corporação, da ordem de US$ 3,1 bilhões.
Neste ano, a empresa vai receber da Seiko do Japão um aporte de 25% do total planejado para publicidade, o que mostra o compromisso da corporação em aumentar as vendas da Seiko brasileira. Desde 1997, a empresa vem investindo 10% do faturamento em publicidade voltada para os mais jovens e realizando promoções, como sorteio de carros, com o objetivo de atrair mais clientes. Em novembro de 1999, a Seiko lançou o primeiro modelo desenhado para o mercado brasileiro, com funções analógicas e digital. "Quebramos um tabu na empresa", disse o diretor de Vendas da Seiko do Brasil, Douglas Botelho.
Nos anos 90, a falta de inovação no design dos relógios diminuiu as vendas da Seiko, que também reduziu os recursos em publicidade. "Ficamos distante do mercado, mas estamos voltando", afirmou Botelho.

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