Segundo o Ministério Público (MP) estadual, Aristóteles Kochinski Smolarek Júnior teria matado a mulher por causa de um seguro de US$ 250 mil no qual ele e a filha de Luciene eram os beneficiados. O assassinato foi cometido com golpes de taco de beisebol. O casamento com Luciene aconteceu três meses antes do homicídio. A filha de Luciene, que é de um relacionamento anterior, foi registrada por Aristóteles. Depois do assassinato, a Justiça desfez o registro que não tinha base legal.
A defesa de Aristóteles, comandada pelo criminalista Osmann de Oliveira, chegou a argumentar que o crime teria sido cometido no Brasil e, por esta razão, não poderia ser analisado pela Justiça brasileira. Entretanto, Zippin Filho conseguiu fundamentar a ação baseado no artigo 7 do Código Penal que prevê que homicídio de brasileiro contra brasileiro praticado no exterior tem que ser julgado no Brasil.
Aristóteles nega o crime. Ele diz que na noite do assassinato, Luciene não se sentiu bem e que a teria deixado na porta do hotel logo depois do jantar. Ele teria saído em seguida. Quando retornou, não mais teria encontrado Luciene. Passados três dias, o professor voltou ao Brasil sem notícias da mulher. O corpo foi encontrado depois na periferia de Santiago.
Osmann de Oliveira foi procurado ontem pela reportagem da Folha. Apesar de deixar recado, o advogado não deu retorno.L.P

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