James Alberti e
Elza Oliveira
Dois seguranças da mansão da ex-consulesa Naime Zattar Bittar, 90 anos, viúva do cônsul da República Árabe Unida no Paraná, Elias Abdo Bittar, foram mortos a tiros no final da tarde de ontem, na rua Benjamin Lins, 935, no bairro Batel, em Curitiba. Os corpos foram encontrados numa guarita - na qual eles faziam a troca da guarda - por volta das 18h45, por uma enfermeira que cuida de Naime. A polícia ainda não sabe a razão dos crimes, mas há suspeita de tentativa de assalto.
Um dos seguranças, Joacir Barbosa, trabalhava para o Grupo Waleseg e cobria férias para um colega. O outro, de prenome Victor, era segurança particular da família há cinco anos. Victor foi encontrado de chinelos, conforme o segurança da casa vizinha, Joel Alves da Silva, 24 anos, o segundo a ver os corpos. A família Bittar não permitiu que a imprensa tivesse acesso ao local do crime. Até o começo da noite a polícia ainda não sabia quantos tiros haviam atingido os seguranças.
Segundo Joel Silva, não foram encontrados sinais de arrombamento e nada foi mexido na propriedade, uma das mais antigas do Batel. A suspeita é que o possível assaltante - ou assaltantes - tenha entrado pelo portão principal do jardim junto com o guarda da noite, que chegou por volta das 18h30 para substituir o segurança que havia trabalhado durante o dia. Ao chegar nas proximidades da casa, o assaltante teria sido visto pelo segurança diurno e houve troca de tiros, resultando nas duas mortes.
Dentro da casa, a enfermeira teria ouvido, por volta das 18h45, um barulho semelhante a um escapamento, mas só uma hora depois o segurança de uma mansão vizinha encontrou os corpos no jardim e deu o alarme. Naime Bittar, definida como extremamente lúcida e bem de saúde por membros da família, foi assistida logo em seguida por vários sobrinhos que acompanharam o trabalho da polícia.
Elias Abdo Bittar foi empresário do setor madeireiro e grande proprietário de imóveis em Curitiba.

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