Seguranças de Pitta rebatem acusações de filho na polícia
Seguranças de Pitta rebatem acusações de filho na polícia17/Mar, 20:39 Por Marcelo Godoy e Cecília Negrão São Paulo, 17 (AE) - A polícia ouviu hoje os depoimentos de dois dos policias militares da escolta pessoal do prefeito Celso Pitta (PTN) no inquérito que apura a ameaça de morte que Victor Camargo Pitta do Nascimento, de 25 anos, filho do prefeito, disse ter sofrido de um dos seguranças do pai. Os depoimentos foram tomados pela delegada Nair Silva de Castro Andrade, titular do 78.º Distrito Policial. Eles duraram pouco mais de uma hora. Os soldados Assad Hammonde El Taki, de 37 anos, e José Evaldo Antunes, de 31 anos, disseram não ter presenciado nenhum desentendimento entre Victor e o segurança que ele acusa, o também soldado da Polícia Militar José Ricardo Ramos. De acordo com o filho do prefeito, ele foi tentar encontrar o pai no flat onde Pitta está morando, em Moema. O pai havia dado uma ordem aos policiais de sua escolta proibindo a entrada no flat do filho e da ex-mulher, Nicéa Pitta. Para forçar o encontro, Victor chegou às 6 horas e parou seu carro em frente àquela que ele pensava ser a única saída a garagem do flat. Nesse momento, segundo ele, o soldado Ramos aproximou-se e mandou-o retirar o carro dali, chamando-se de "folgado". Depois, Ramos teria dito: "No ano que vem, quando tudo isso acabar (ou seja quando terminar o mandato de Pitta) e você não tiver mais segurança para lhe proteger, pego você sozinho e lhe dou um tiro." Mas, segundo os colegas de Ramos, ele estava calmo naquela manhã. Um dos policiais ouvidos disse ter ouvido Victor dizer que ia fazer com que Ramos fosse expulso da PM. Os policiais afirmaram não saber o motivo da hostilidade de Victor contra Ramos. Ainda de acordo com eles, o fato de o filho do prefeito ter estacionado na saída do prédio não atrapalhou o pai, pois o flat tem uma saída lateral, que foi usada por Pitta. Segundo a delegada, na segunda-feira serão ouvidos o major Altino Fernandes e Ramos. Ainda deverão serão ouvidos outros três homens da assessoria militar do prefeito. Telefonema - Um telefonema anônimo foi recebido na manhã de hoje no apartamento de Nicéa. Segundo informações da Corregedoria da Polícia Militar, era uma ameaça ao filho Victor. A polícia está investigando de onde partiu o telefonema. Cerca de quatro vezes por dia, policiais fardados e à paisana vigiam o prédio onde a ex-mulher do prefeito mora com o filho. Além da ligação de hoje, outras duas já teriam sido feitas para a casa de Nicéa. Até hoje, a Delegacia Geral da Polícia Civil de São Paulo não havia recebido nenhuma representação dela ou de seu filho para apurar essas ameaças anônimas. O crime de ameaça depende de representação da vítima para que o inquérito seja instalado.





