A suposta lista de integrantes do MST marcados para morrer foi enviada à Secretaria de Segurança Pública ontem, no final da tarde. Zimmermann afirmou que já tinha conhecimento das ameaças há cerca de um mês, mas preferiu não divulgar a lista temendo que o fato pudesse ''atrapalhar o processo de pacificação''. ''Na época estava um clima tenso e não queríamos colocar mais lenha na fogueira. Uma lista de sem-terra ameaçados não é tão incomum'', afirmou. Ele reafirmou ontem a necessidade de ''desarmar os latifúndios'' e acredita que a hipótese de divergência interna como motivo da morte de Souza é remota. ''Mesmo assim não podemos descartar e, se for caso, saber o que acontece dentro dos assentamentos'', disse.
Ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou que, em virtude das declarações de Zimmermann, foi solicitada uma cópia da lista ao MST para investigação. Segundo a assessoria, a secretaria não tinha conhecimento da existência dessa lista. A assessoria informou ainda que o delegado-chefe da subdivisão policial de Umuarama, Luís Gilmar da Silva, foi designado para auxiliar nas investigações da morte de Souza.

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