Londrina - Hoje, quando o relógio marcar meia-noite será necessário adiantar em uma hora os ponteiros. É que entra em vigor o horário de verão em onze Estados do Brasil nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, além do Distrito Federal. A mudança vai até 26 de fevereiro de 2012. Sair para trabalhar quando ainda está escuro é motivo de preocupação para muita gente.
É o caso da educadora física Michele Neves, que diariamente acorda às 5h30 da manhã para entrar no trabalho às 7 horas. ''Nesse período quando eu acordo ainda é 'noite'. É até esquisito ter que levantar'', afirmou. No entanto, para Michele o problema maior não é o fato de ter que acordar nesse horário, mas o de ter que ir a pé para o ponto de ônibus.
''Preciso andar duas quadras da minha casa até o ponto e mais três do local onde desço até o meu trabalho. Como está muito escuro, tenho medo. O meu receio é com a segurança, pois já fui abordada uma vez e fiquei assustada'', falou, ressaltando que nessa época procura andar mais rápido e fica atenta para ver se não tem ninguém por perto.
O caso da recepcionista Denise Prado Yoshi é parecido com o da educadora física. Mas ela precisa levantar ainda mais cedo. ''Acordo 4h50 da manhã, pois tenho que abrir a academia onde trabalho às 5h50. No horário normal já está começando a clarear, mas no de verão está totalmente escuro. É bem ruim'', destacou. Apesar de já ter acostumado a levantar tão cedo, ela afirmou que nessa época sente um cansaço maior. ''É sofrido. Tenho uma hora a menos de sono'', reclamou.
Esta é a 41 edição do horário de verão. É adotado nesta época do ano por causa do aumento na demanda, resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. De outubro a fevereiro, os dias têm maior duração por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada com a mudança.
Por outro lado, o novo horário é bem-vindo, pois permite um melhor aproveitamento do dia e contribui com a economia de energia. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a economia varia entre 4% a 5% e poupa o País de sofrer as consequências da sobrecarga na rede durante a estação mais quente do ano. Mas, por outro, o período pode gerar reclamações e causar alguns transtornos.(Com Agência Estado)

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