Segurança nas escolas apresenta falhas
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segunda-feira, 02 de abril de 2012
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
Londrina - No dia 7 de abril de 2011, um ex-aluno entrou em uma escola municipal em Realengo, no Rio de Janeiro, matou 12 crianças e feriu outras 12. Um ano depois da tragédia, a FOLHA circulou por algumas instituições de ensino de Londrina para verificar como está a segurança e o controle de acesso de estranhos. O resultado é preocupante. Nas três escolas municipais e nas três estaduais de várias regiões escolhidas a Reportagem não encontrou dificuldades para entrar.
Em todas elas verificou-se a existência de grades, portões de aço, cadeados e muros. O problema é que ninguém barrou a Reportagem - não houve pedido de uma documentação de identificação sequer.
Para convencer os funcionários da portaria a Reportagem alegou que precisava transferir suas filhas de Presidente Prudente (SP) para Londrina e que precisava conhecer antes as escolas. Em algumas não houve nem a necessidade de falar nada para que a entrada fosse autorizada.
A secretária municipal de Educação, Karin Sabec, afirmou que na semana que vem serão instaladas câmeras de segurança em todas as escolas da cidade, o que pode diminuir os problemas relacionados à segurança. Ela afirmou que cobra a Guarda Municipal para que mantenha guarnições nas instituições para garantir a segurança das crianças.
Declarou ainda que as escolas que deixaram a Reportagem entrar não receberam autorização da secretaria. ''Não podemos impedir ninguém de ir ao protocolo para solicitar a transferência, mas ninguém está autorizado a apresentar a escola e as salas de aula. Os diretores das escolas que fizeram isso serão punidos'', afirmou.
A assessoria de imprensa do Núcleo Regional de Educação informou que vem realizando investimentos na área tanto sob o aspecto pedagógico quanto no aspecto operacional, mas se pronunciará sobre o assunto somente hoje.
Para o presidente do Conselho de Segurança de Londrina (Conseg), Carlos Alberto Morillas Zapata, é preciso ''melhorar os controles de entrada e saída dos alunos''. ''As escolas já apresentam equipamentos necessários para garantir a segurança, é preciso ter um controle mais rigoroso por parte dos funcionários para acabar com esse tipo de brecha'', declarou.


