PRESIDENTE VENCESLAU - Seguranças da Fazenda Tupanciretã, em Presidente Venceslau, impediram a tiros que um grupo de trabalhadores ligado ao Movimento Brasileiros Unidos Querendo Terra ocupassem a propriedade na noite de sábado. Mesmo assim, alguns deles conseguiram chegar às escondidas na casa de bombas da propriedade, onde atearam fogo, provocando pequenos prejuízos. Não houve feridos, mas o esquema de proteção da propriedade está em alerta.
Segundo João Coelho Neto, proprietário da área, a tentativa de ocupação já vinha sendo anunciada pelos líderes dos sem-terra, Geraldo Lopes de Oliveira e Richard Sorigott, que insistem na transformação da fazenda em área de assentamento.
A fazenda, com 2.880 hectares, faz parte da relação de 38 propriedades que o governo do Estado reivindica judicialmente no Pontal do Paranapanema, por estar localizada em área declarada devoluta pela Justiça. O Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) chegou a obter a tutela antecipada de 30% da propriedade para início de assentamento, mas a liminar foi revogada em instância superior.
De acordo com o fazendeiro, quando os sem-terra tentavam destruir o cadeado da porteira principal, os seguranças fizeram vários disparos para o alto, obrigando o grupo a recuar.
Lagoinha Cerca de 30 homens, também ligados ao movimento Brasileiros Unidos Querendo Terra e despejados sexta-feira da Fazenda Lagoinha, em Presidente Epitácio, impediram ontem o fazendeiro Osmar Guímaro de gradear a área onde, durante a ocupação, plantaram cerca de 2 alqueires de milho.
Os sem-terra, que estão acampados às margens de uma estrada nos limites da propriedade, ameaçaram o filho do proprietário, Osmar Guímaro Filho, batendo foices e enxadas nas cercas, quando ele tentava refazer a pastagem destruida. O fazendeiro, que ontem estava em São Paulo, informou que não pretende se intimidar com as ameaças e que vai colocar seu gado na área plantada.
O proprietário informou que a Polícia Técnica foi chamada ao local para vistoriar a casa de bombas incendiada.
Protesto Cerca de 200 trabalhadores do MST bloquearam ontem, durante mais de sete horas, a estrada que liga Teodoro Sampaio a Primavera, no Pontal do Paranapanema. A ação foi realizada pelo grupo que está acampado às margens daquela rodovia, junto ao trevo de acesso a Euclides da Cunha.
Os sem-terra exigem o início de negociações do Itesp com os proprietários da Fazenda Rancho Grande, invadida várias vezes.

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