Segurança em presídio de SP é reforçada
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sexta-feira, 07 de novembro de 2003
Agência Folha 
Presidente Prudente, SP - O diretor do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo), Antônio Sérgio de Oliveira, afirmou ontem que a segurança do local foi reforçada após a onda de ataques à polícia paulista atribuída à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O temor é quanto a um possível atentado ou resgate de presos. Na unidade, estão alguns dos principais líderes da facção, como Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, e Sandro Henrique dos Santos, o Gulu, suspeitos de ordenar os atentados.
Já são 21 os suspeitos presos, acusados de planejar a série de ataques contra a Polícia de São Paulo.
A onda de ataques, iniciada no último domingo, deixou três policiais mortos e 12 pessoas feridas nove PMs e três guardas-civis. Ao menos 29 ações foram contabilizadas. Foram tiros disparados contra bases comunitárias da GCM (Guarda Civil Metropolitana de São Paulo), postos policiais, carros e delegacias. Também foram lançadas granadas. Além da capital, os atentados foram registrados no ABC paulista, na Baixada Santista e no interior.
Na noite de quarta-feira, a casa da soldado PM Flávia Nunes, 26 anos, e do marido, o também PM Emerson Dias da Silva, 36 anos, foi alvejada por mais de 20 tiros de pistola 380. Flávia estava na sala, amamentando Luiza, de um ano e sete meses. O marido e outra filha, Laura, de 4 anos, estavam dormindo. Flávia conseguiu se levantar do sofá e se atirar no chão, usando o corpo para proteger o bebê. Um tiro acertou seu braço esquerdo, de raspão.
Emerson mora em Sapopemba há 20 anos e não entende o motivo do ataque. ''Quem atira em uma casa quer passar um recado, mas não sei qual é.'' Ele sabe, porém, que, de agora em diante, com medo até de ficar em casa, nada será como antes.
O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar de São Paulo, o cabo Wilson Morais, diz que as ações criminosas não intimidam a PM. ''Não estamos com medo. É claro que estamos preocupados, tensos, mas sem medo. Tanto que estamos nas ruas empenhados em prender esses bandidos'', afirmou Morais.
Ele acredita que os ataques realmente tenham sido ordenados por líderes do PCC. ''Mas também há aqueles que se aproveitam da onda para realizar vinganças pessoais'', disse.


